quarta-feira, 30 de março de 2011

Confissões. Alteridade humana!



Confesso!


Atesto pela minha doença, a dor de uma paixão.
A crença de quem vive e se entoca, nômade, nas viagens dentro de si
mesmo e encontra os caminhos da alma e da essência humana.
Desespera-se por está sozinho na presença da alteridade.
Caro, oh meu caro! Quem nunca se deu o atestado de apaixonado e
apaixonante?
Calado e falante,
Expelidor das dores
Dos amores, sem sentir,
Das feridas e da cicatriz
Sempre a sangrar e desmedir
O universo recônvexo, côncavo na mente, perplexo nas mentes e
complexo simplesmente no homem paradoxo, que sente nas linhas
das amarguras, o doce sabor do azedo a gritar por liberdade:
Do que não existe e te prende,
Do que não te toca e te rende,
Do que dói e desatina sem parar:
A consciência dos amantes a esperar o amor, de graça, e cheio de
graça, pra rir desesperadamente da face dos que não amam.
Confesso!
Protesto os elos fugazes e os momentos sagazes, o caráter sem
caras,
o instantâneo e o pronto, sem taras,
atraentes pela futilidade humana, pelo comodismo destrutível e
praticidade de quem não sabe produzir:
O bem. Só o arem dos prazeres;
O mal. Só o alem dos amores;
Sem intensidades e profundezas,
Superficial e sem sutilezas,
Chora a gritar, o apelo humano a promiscuidade, a transitoriedade e
ao deixar passar o que é essencial.
Chumbo jogado,
Valores trocados e inversos sem valor,
Tudo errado e sem nenhum pudor,
Apreço pelo ópio, pelo ódio, pela “carne pela carne”, pela arte sem
tintas, pelas ninas da esquina, pelos ninos da marina, das ruas, das
vielas e pelas “Gabrielas’ de coturno e pelos militares noturnos de
salto a lutar a favor da putaria.
Preço pelo preço e paga-se mais caro pelo apreço sem valor e cobra-
se mais barato pelos homens de valor.
Confesso!
Onde estas a essencialidade do homem?
... Dos nomes, dos sentidos e significados, dos valores e dos
valorizados, dos prazeres e palavriados, falados, cantados, sentidos e
sofridos, por quem tenta amenizar a crueldade da figura semelhante,
diferente no espelho da alma.
O desejo a consumir e a falta, a sangrar,
Estigmatiza-me!
A censura e a proibição do amor, em sua descrença e totalidade,
e ainda a liberdade dos marginais não-amantes, sangra o meu olhar
gritante, diante a escassez de possibilidades e vontade em vivencia-lo,
Fruto do próprio que me faz e me torna amante e também atuante,
Pondo-me a cessar o meu amor, mas nunca à vontade de amar e me
entregar a ele...
Diego G. (21-01-07)

segunda-feira, 28 de março de 2011

Pseudolalia - Doença da mentira


A Pseudolalia é uma mentira compulsiva resultante dum longo vício de mentir. A pessoa mente por mentir, perde a noção do que é verdade ou não, convence-se das mentiras como puras verdades.

A pseudolalia pode conduzir a graves distúrbios de personalidade, podendo o pseudolálico acabar por perder a sua individuação e viver num real criado imaginariamente, comportando-se duma forma difícil de contacto humano e só com tratamentos profundos poderá melhorar.

As pessoas perdem lenta e gradualmente a consciência da gravidade da doença que vão adquirindo, porque a sua realidade vai perdendo cada vez mais sintonia com o verdadeiro real. Por fim o vício de mentir é um acto inconsciente e perante a mais simples situação a fuga à verdade brota espontânea e como uma repetição compulsiva e criação de verdades inexistentes.
Mentirosos compulsivos.

Há quem diga mentiras caridosas.
Há quem minta por vício.
Há quem diga meias verdades.
E também há quem diga sempre a verdade.

Existem, além destas, um outro tipo de mentiras: as provenientes do chamado mentiroso compulsivo, que mente sistematicamente e aparentemente sem razão.
Aqui estamos já a lidar com alguém para quem a mentira assume contornos de dependência, tal como o álcool ou a droga.
A mentira torna-se um vício, já que é dita de forma compulsiva, ou seja, o mentiroso tem consciência que está a mentir mas não consegue controlar esse impulso. fonteCORPO E MENTE
O vício compulsivo de mentir é a fuga da realidade

Agência Unipress Internacional 
Por Nilbe Shlishia
A pseudolalia é uma doença grave. Trata-se do vício compulsivo de mentir. Segundo psiquiatras e psicólogos, a prática freqüente de viver uma situação imaginária pode ser o resultado de uma profunda insegurança emocional, além de traumas de infância. A atitude funciona como um mecanismo de autodefesa para pessoas que apresentam um quadro de carência acentuada.

Estudos comprovam que crianças vítimas de uma educação julgadora, imposições, disciplinas rígidas, e que por vezes vivem dominadas com autoritarismo, são fortes candidatas à doença.

Pesquisas também demonstram que uma pessoa que carrega o vício de mentir pode não conseguir se controlar, tornando-se semelhante a quem tem o vício do jogo ou é dependente de drogas ou álcool.

Visão de quem entende

Na opinião da dra. Leila Cury, Livre Docente, que já tratou vários casos de pseudolalia, a compulsão pela mentira é uma distorção.

"Existem pessoas que chegam ao ponto de não saber mais o que é verdade. Embora o assunto seja mais voltado para a criança, há muitos adultos vivendo o problema, o que torna a situação ainda mais grave", disse a médica.

Segundo a dra. Leila, é muito mais fácil trabalhar o problema na infância do que na fase adulta.

Quando a mentira vira uma doença
Por MARCIA CEZIMBRA
Agência Globo
Para que mentir? A pergunta que Noel Rosa e Vadico transformaram em canção aflige tanto pais de pequenos mentirosos quanto a mulher que surpreende o marido com desculpas esfarrapadas. Para que mente o menino que insiste em contar aos pais e amigos façanhas inverossímeis? O psicanalista Wilson Chebabi afirma que as crianças mentem porque desejam dar aos seus pais a versão que, supostamente, estes gostariam de ouvir.
"Estes pais precisam se examinar para verificar se não estão impondo aos filhos os seus desejos e se interessando pouco pelos desejos dos filhos. O colapso da atividade de brincar é o que agrava a intensidade da mentira. Se, ao invés de mentir, a criança tem a chance de brincar, pode chegar bem perto da satisfação de seus desejos. Hoje, cada vez mais, a adolescência é uma extensão da infância, sem as possibilidades de satisfação desta, na brincadeira. No casamento, a mentira se dá dentro do mesmo processo: ambos tentam ser o que gratifica o outro para que o outro também se sinta gratificado".
Há mentiras que indicam crises de auto-estima. O psiquiatra infantil Alfredo Castro Neto atende crianças de classe média que estudam em colégios de luxo e mentem por questão de status. "Estas crianças se sentem socialmente humilhadas. A mentira, para elas, é uma defesa". Já o adolescente mente para se proteger de pais invasores ou repressores. A menor R.B., de 17 anos, por exemplo, diz que vai dormir na casa da amiga, mas dorme com o namorado. "Se eu disser a verdade, não poderei sair de casa", justifica-se.
O psicanalista Alberto Goldin vê a mentira do adulto como necessidade, às vezes compulsiva, de obter lucro ou prazer. "Há duas espécies de mentira: a que prejudica alguém é diferente da mentira social. A mentira compulsiva é uma doença, mas a verdade compulsiva também é. Não se pode falar a verdade o tempo todo. Por isto, é difícil julgar mentirosos quando se trata da relação amorosa. Mentir, evidentemente, não é o melhor modo de se relacionar. Mas, às vezes, é a única opção. Os contratos humanos expressam a força e também a fragilidade da condição humana".
O mentiroso compulsivo, para Wilson Chebabi, só deixa de mentir quando aceita sua própria precariedade. "O problema mais grave na mentira é social. A sociedade mantém convenções que são incompatíveis com a condição humana. O sujeito mente porque não suporta o conflito penoso e irremediável entre seus desejos e a frustração imposta pela realidade. Numa sociedade menos hipócrita, este conflito entre o desejo e a realidade permaneceria, mas seria melhor administrado". A resposta à pergunta de Noel Rosa talvez seja simples: o sujeito mente para tornar a realidade menos frustrante.

sábado, 26 de março de 2011

Vale tudo na oca


Quem manda na oca?
A mim não manda
O som quem toca?
A mim comanda.

Quem manda comanda?
Minha cabeça oca
A mim debanda
De banda ao som que toca.

Roça, roça na oca
Torrando mandioca
Cabeça oca torrada
Made in oca
Farinha boa na toca.

Taca mandioca na oca
Cabeça oca vermelha
Singelo trabalho de minhoca
Minha oca de centelha
Todo mundo dança o que toca
Vale de tudo na oca.

                                              Jacques Manz

sexta-feira, 25 de março de 2011


Foi em um dia qualquer, num mês qualquer
No fim da década de 80
Deu-se um encontro entre o jornalista (anônimo)
e o médico Fred Fredson. esbarram-se
na fila do supermercado "Lumière" em Paris.
O anônimo vestia calças vermelhas
O Fred Fredson calças brancas.
O jornalista comprara um livro de bolso
de Simone de Beauvoir que a dois anos
falecera de pneumonia, levou também
nozes, cigarros e algumas cervejas.
O médico estava levando preservativos,
almôndegas, cigarros e algumas cervejas.
Se olharam com um olhar de fome, de sede
e de vício.
Chegando ao estacionamento, o jornalista
solitário, sorri, sorridente aproxima a ponta do seu cigarro ao cigarro
alheio e acende-o.
Um jornalista e um médico no estacionamento.
desconhecidos, encarniçados, tarados.
trepando na vaga reservada à pessoas especiais, gozaram e gargalharam.
depois cada um seguiu seus destinos. Não trocaram telefone.
O Dr. seguiu pensando
na desculpa que daria a sua esposa, afinal, era domingo
e eles sempre fodiam aos domingos, tinham três filhos,
a mulher não tomava anticoncepcionais, ela fora educada em escolas
Francesas mas era judia e gostava de foder aos domingos
e excepcionalmente era seu aniversário.
O jornalista pelo caminho
achava graça na beleza da torre de ferro
achava graça na beleza da rua solitária e iluminada
beleza que não tinha percebido durante a ida ao supermercado,
beleza que só se manifestara depois da fila e da
trepada na vaga
destinada aos idosos, deficientes e grávidas.


Eric C.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Autor!



Sigo, todos os dias, pintando verdades menos tolas em palcos pautados, para não deixar a página em silêncio.

Bruna Borges
Confiram esse texto e muito mais em: http://turbilhaodemim.blogspot.com/

O sorriso amarelo de um menino chamado sol



Menino do sorriso amarelo

só você meu amor saberá do sonho que sonhei,
contarei...
Depois de contado o sonho a gente rir.
Depois de contado, quem sabe a gente chora.
Você que não me faz desacreditar em quase tudo
me faz chegar, dormir, acordar, sorrir, voltar a dormir e...

...Sempre há de ser e será,
sempre ao me despertar
com esse seu sorriso amarelo,
que me faz acreditar em tudo
que me faz amanhecer cantando...

Você é o sol.
Tua maestreza me faz forte
para caminhar.
E com
a suavidade e a esperança nos olhos
Talvez caminhe e depois resolva voar
Seguindo teus rastros, rastros brilhantes de um sol que me faz sonhar
e até balbuciar entre essas taças de vinho tinto
que continuo a ser homem
Voando entre os arranha-céus feito um passarinho, aventureiro,
que cansado de mais um dia
consegue sorri e finalmente montar seu ninho para voltar a dormir.

Eric. C

quarta-feira, 16 de março de 2011

Necessitado de inspiração, de amores e dores, para sentir-se vivo é indispensável um incentivo, outrora paz e acalanto, seja na praia ou no seu canto, o que importa é que a tristeza saia para bem longe de mim...

Gióggio A.
Confiram esse texto e muito mais em: http://lifebygallix.blogspot.com/